26 de mar de 2015

Relato de parto 2/4

Continuando...

Minha gestação foi super saudável, logo no início conheci a doula Zezé através do GAPP nascer sorrindo e comecei a fazer yoga para gestantes com ela. As aulas de yoga foram muito bacanas, pois o primeiro momento (que as vezes se estendia durante quase toda aula) era de conversas e trocas entre as barrigudas futuras mães, no meu caso ainda nem tinha barriga quando comecei a ir nas aulas. Cada uma contava como tinha sido sua semana, o que tinha sentido de diferente, seus planos e suas angústias, tudo orientado pela carinhosa doula Zezé.
O Pedro me acompanhou em todas as consultas do pré-natal e sempre foi super interessado, fazendo perguntas e ajudando nas escolhas. As primeiras consultas foram com a GO do convênio que eu ia há bastante tempo. Ela é vaginalista, a favor do parto normal, porém cheio de intervenções. Disse pra mim que sem anestesia ela não faria o parto, pois eu não aguentaria. Assim, fui em busca de outros médicos.
Me consultei com a Ana Cláudia Codesso, GO super bacana, que atente partos humanizados hospitalares. Gostei muito das consultas e das conversas que tivemos com ela, porém ela não assiste parto pélvico, o que me deixava um pouco insegura de ter que estar na posição "certa" para nascer. Além disso, com todo o meu estudo prévio eu tinha muita vontade de ter um parto domiciliar, mas tinha um pouco de receio de assumir essa vontade. Até que tive a oportunidade de assistir o filme Parto Orgásmico (Orgasmic Birth), um filme lindo que mostra alguns partos em lugar diversos, no hospital, em casa de parto, no pátio de casa, na sala. Assim que terminamos de assistir o filme eu e o Pedro ficamos conversando e cada vez mais nos convencíamos de que o parto domiciliar era uma boa escolha e que iríamos atrás dessa possibilidade.
Tomei coragem e marquei consulta com o Ricardo Jones. Fomos a consulta, eu um pouco envergonhada, com misto de admiração. Já que havia lido os livros dele, relatos de parto que foram acompanhados por ele, quando cheguei quase pedi um autógrafo (!!!). Adoramos a consulta, que é feita por ele e sua esposa, a Zeza, que é enfermeira obstétrica, uma pessoa muito querida e acolhedora. Saímos do consultório com a certeza de que seriam eles que nos acompanhariam e que seria um parto domiciliar.
Resolvemos que não contaríamos para ninguém dos nossos planos, para não ter que ficar dando explicações. Os únicos que sabiam eram meus pais, que apesar de ficarem um pouco receosos, sempre nos apoiaram.
Assim foram passando as semanas, a barriga crescendo e nós muito tranquilos com a nossa escolha. As pessoas perguntavam onde a Cecília nasceria e nós sempre contávamos nosso plano B, que era o hospital Divina Providência, em Porto Alegre.
Desde o início da gestação eu achei que chegaria as 41 ou 42 semanas, pois eu nasci com 42 semanas de cesariana, sendo que minha mãe não entrou em TP. Com isso em mente, eu estava super tranquila e relaxada esperando a Cecília pro meio de setembro. Eu também não tinha nenhum "sintoma" de que o TP estaria próximo, estava cheia de energia, barriga alta, não sentia quase nenhuma contração. Com todo esse histórico, planejei entrar em licença maternidade quanto completasse 40 semanas, pra não gastar muito a licença, mas ter um tempinho pra organizar algumas coisas, dar um descansada e curtir a despedida da barriga.

2 comentários:

  1. Já ouvi falar muito dessas duas ... Zeza e Zezé ... Acompanhando seu relato , me sentindo "preguiçosa" por não ter me informado o suficiente para ir em busca de um PN . Parabéns por ter feito diferente ... Bjs

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    1. Fabi, infelizmente, no Brasil, onde na rede particular e de convênios, 80% dos nascimentos são por cesariana, é preciso se informar muito, se empoderar muito para conseguir ter um parto normal. Acho que não dá pra se culpar por isso.... Mas se tu deseja ter mais filhos, vale a pena ir se informando, organizando e correndo atrás de equipe que atenda baseada em evidências científicas.
      É em SP que tu mora, né? Aí tem várias equipes que acompanham parto natural. Beijocas

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